Editorial

Prezados responsáveis,

Pouco tempo atrás, circulou pela internet uma polêmica: seriam “cringes” as pessoas de gerações passadas que não veem o mundo com os mesmos olhos da atual geração Z? A verdade é que estamos falando de uma geração bem diferente, que já nasceu num mundo super tecnológico e hiperconectado.  Nesse mundo, o tempo e as relações são diferentes. O senso de urgência é outro e as interações humanas são marcadas pela multiplicidade. 

A missão de nossa Escola aborda a importância de formarmos cidadãos globais. Ao afirmarmos isso, não queremos desenvolver, apenas, habilidades técnicas, para que nossos alunos se comuniquem, com clareza e de maneira assertiva, em mais de uma língua. Queremos formar um cidadão que tem consciência de seus sentimentos e consegue se autorregular. Queremos contribuir para a formação de indivíduos críticos e criativos, que trabalham, colaborativamente, mesmo sem nunca terem se encontrado, presencialmente, com os outros membros de sua equipe.  O cidadão global não só respeita ou aceita culturas diferentes da sua, ele procura ativamente por opiniões e visões diferentes, pois não quer ouvir, apenas, opiniões que confirmem as suas ideias, mas sim aquelas que o desafiam a pensar diferente. São aprendizes independentes, capazes de se auto motivar e de seguirem aprendendo por toda a vida. Eles entendem o risco de se polarizar discussões, pois apreciam a ambiguidade e a complexidade do mundo.  Eles abraçam e, rapidamente, se adaptam a mudanças de modo tão natural que nós, que não nascemos nesse mundo globalizado, às vezes não conseguimos acompanhar. 

No entanto, cabe a nós, pais e educadores, pensar como melhor prepará-los para um futuro cada vez mais tecnológico, virtual, conectado e incerto. Somos nós, as gerações passadas, que estamos com a missão de desenvolver em nossas crianças e adolescentes as habilidades necessárias para que eles possam produzir e agir de forma consciente e positiva nesse novo mundo.
 
Nosso objetivo, com essa Newsletter, é dividir com a comunidade algumas das estratégias e projetos realizados no nosso dia a dia escolar, nos quais procuramos trabalhar as habilidades do cidadão global. Nesse exemplar, você encontrará textos que focam no desenvolvimento de diversas habilidades, tais como sociais, de comunicação e de autogestão.

Boa leitura.

Rachel Guanabara, Diretora Executiva da ESB Rio de Janeiro