Vem participar da nossa Festa Junina

Chegou a época de exaltar nossas tradições com muitas brincadeiras, comida típica e decoração alegre e colorida. Estamos em junho, mês das Festas Juninas. É divertido demais, sô!

Somos um país de várias raças, multicultural, plural, que encontrou sua própria identidade a partir do contato com outros saberes, outros costumes, outras línguas.  Éramos globalizados e nem sabíamos. Em um mundo cibernético, de internautas conectados, onde a proliferação de culturas e as trocas de hábitos e costumes passaram a ser a bola da vez, fomos exemplo de conectividade "pré-história-virtual".

Em junho, julho e, às vezes, até em agosto, dançamos ritmos variados, vestimos trajes típicos e desfrutamos de uma gastronomia especial que não se repetem em qualquer outra época. Estamos nas Festas Juninas. Juninas por quê? Por que são, originalmente, em junho? Por que os portugueses trouxeram esses costumes do verão europeu?  Por que aderimos aos costumes católicos dos nossos colonizadores? São várias as possibilidades.  A dança teria vindo da França, com suas marcações; os fogos, da China; a dança de fitas, da Península Ibérica. Apenas as fogueiras seriam uma adaptação ao clima de inverno deste hemisfério.

Reconhecemos, entretanto, que as Regiões Sul, Sudeste, Norte ou Centro Oeste se apropriam de algo que cremos pertencer mais ao Nordeste brasileiro, onde as festas parecem mais vivas, mais celebradas. Há um ar de alegria e euforia que não se reproduz com a mesma intensidade em outras partes. Dizem que em homenagem às chuvas em local tão castigado pela seca. Uma espécie de Thanksgiving(i) brasileiro, e à brasileira. A comida também é típica da região, época de colheita farta quando comemos sem culpa, sem pensar nas calorias; época de pausa para a dieta que sequer é lembrada ou convidada para essa festa. Para que tentar resistir a um bolo de aipim, bom-bocado de coco, cuscuz e bolo de milho? Seria inútil.

A tradição católica lembra dos Santos do mês e, entre eles, de Santo Antônio, o “Santo casamenteiro”. Suas imagens em miniatura se esgotam no mercado por causa das moçoilas enamoradas em busca dos seus príncipes encantados. O Santo sofre alguns percalços, como ser posto de cabeça para baixo, só retornando à posição inicial após o encontro do pretendente tão aguardado. Trata-se das famosas simpatias, parte do folclore desse tempo festivo.

É época propícia para perpetuar hábitos e costumes, para celebrar nossa cultura e ter orgulho das nossas raízes. É uma festa culturalmente rica porque agrega diferentes elementos da história desse país.

Em bom linguajar nordestino: Êta festa da peste!